27/05/2015

Oito em cada dez indústrias da construção pretendem investir em tecnologia nos próximos cinco anos

Pesquisa da CNI mostra que os juros altos, o câmbio desfavorável à importação e a falta de trabalhador qualificado são os principais obstáculos aos planos dos empresários do setor

Quase metade dos entrevistados afirma que, entre os fatores que estimulam a compra de novas tecnologias, está a forte redução nos custos de produção proporcionados por modernos equipamentos, máquinas, materiais ou processos
Quase metade dos entrevistados afirma que, entre os fatores que estimulam a compra de novas tecnologias, está a forte redução nos custos de produção proporcionados por modernos equipamentos, máquinas, materiais ou processos

Apesar do fraco desempenho do setor, 80% das indústrias da construção pretendem investir em novas tecnologias nos próximos cinco anos, informa a Sondagem Especial, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 457 empresas do setor. "Os empresários entendem que é importante modernizar os processos de produção e de gestão. Os investimentos em tecnologia elevam a produtividade e aumentam a qualidade das obras, preparando as empresas para ganhar mercado quando a economia voltar a crescer", diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Mas, de acordo com os entrevistados, há uma série de obstáculos aos investimentos em tecnologia. Em um questionário de múltipla escolha, as empresas apontaram, com 54% das menções, as taxas de juros e o câmbio desfavorável à importação como o principal entrave a esses investimentos. Em seguida, com 51% das respostas, apareceram os altos custos de aquisição, manutenção e uso das novas tecnologias e, em terceiro na lista de 12 problemas, foi citada, com 38% das menções, a falta de mão de obra qualificada para operar a tecnologia.

VANTAGENS PARA A INDÚSTRIA E O CONSUMIDOR - Entre os fatores que estimulam a compra de novas tecnologias, as empresas destacam, com 49% das menções, a forte redução nos custos de produção proporcionados por modernos equipamentos, máquinas, materiais ou processos. Outro ponto que facilita a decisão, com 44% das menções, é a existência de fornecedores e assistência técnica na região. Em terceiro lugar, com 35% das assinalações, os empresários elegeram a existência de fontes apropriadas de financiamento, e, em quarto lugar, com 33% das menções, aparece a existência de mão de obra qualificada.

Mas na hora de decidir pela compra, os empresários consideram, em primeiro lugar, com 78% das menções, os custos de aquisição e de manutenção das novas tecnologias. Em segundo lugar, com 76% das respostas, a redução dos custos e, em terceiro, com 68% das assinalações, o aumento da qualidade da construção.

A pesquisa mostra ainda que, nos próximos cinco anos, as indústrias da construção pretendem investir principalmente em tecnologia da informação. A Sondagem Especial - Uso de Tecnologia na Indústria da Construção foi feita entre 5 e 15 de janeiro com 457 empresas do setor. Dessas, 130 são pequenas, 221 são médias e 106 são de grande porte.

Por Verene Wolke
Foto: Antonio Cruz/ABr
Para a Agência CNI de Notícias

Fonte: CNI - Confederação Nacional da Indústria